terça-feira, 15 de setembro de 2020

Pesca da tabarana

Pesca esportiva da tabarana no rio pardo em Iaras-SP, nos últimos momentos dessas corredeiras, pois logo elas estarão embaixo d'água, notem que as margens estão desmatadas devido a construção de uma usina no município de Águas de Santa Bárbara, logo tudo estará alagado. 

Foi uma pescaria difícil, devido a irregularidade do terreno, e a força da corredeira, que muitas vezes "mata" o trabalho da isca, sem falar que nesse dia ficamos 3 horas andando rio acima e rio abaixo batendo isca sem ação nenhuma. Mas a hora que pegou valeu a teimosia, saiu pulando muito, mais de dez saltos, queria ter filmado, mas o parceiro Walter chegou a tempo de filmar o final da briga...a emoção foi enorme, peixe raro e muito esportivo. Fica aqui meu agradecimento ao José Ricardo Marcolino, pelas dicas de pescaria no rio pardo, o cara é mestre. A isca utilizada nessa pescaria foi a Inna 70 cor 24. Vara Marine Sports Evolution 8-17lb ação leve-média, carretilha Marine Sports Ventura vt10, linha 0,31 monofilamento Dayana Max. 


Essa tabarana eu havia capturado dois dias antes, foi a maior, mediu 50cm e pesou 2kg. Foi devidamente devolvida.
Pratiquem a pesca esportiva para a preservação de nossas espécies, forte abraço a todos!


domingo, 1 de março de 2020

Piauçu na vara telescópica

Poucos peixes exigem tanta paciência quanto o piauçu, pescá-los na região de Piraju-SP é um verdadeiro desafio, afinal os cardumes não são tão grandes como no pantanal, onde são muito abundantes. Uma ceva bem feita é fundamental para atrair os piauçus, que podem ser pescados com molinetes ou varas de mão.
Nessa pescaria utilizei apenas uma vara telescópica de 5 metros, linha 0,37 mm, anzol maruseigo 12 e uma chumbadinha pra manter a isca no fundo. A isca utilizada foi o milho em conserva.


Dois milhos por vez, e muita atenção pois a puxada é bem sutil, uns toques na ponta da vara e uma levadinha curta, se demorar erra a fisgada.



A briga do piauçu é de arrepiar, sua arrancada abre anzol,  arrebenta linha, quebra a vara, tem que "tentiar" com calma e contar com a sorte, pois é um peixe que adora um enrosco. A adrenalina vai a mil, ainda mais pescando na vara de mão, um verdadeiro desafio.

terça-feira, 22 de maio de 2018

Tucunaré, um show de peixe

O tucunaré é sem dúvida um dos peixes mais esportivos e procurados do Brasil, podemos chamá-lo de embaixador da pesca esportiva em nosso país.
Peixe de escamas, pertencente à família Cichlidae, a mesma dos Jacundás, Tilápias, Acarás e Apaiaris. Muito voraz, brigador, valente e saltador, seu ataque à isca é uma verdadeira pancada, principalmente nas iscas de superfície. 
O gênero Cichla possui 15 espécies, segundo revisão de Kullander e Ferreira (2006), sendo o padrão de colorido o definidor de separação das espécies. Dentre as mais conhecidas estão o tucunaré-açu, tucunaré-paca, tucunaré-pinima, tucunaré-pretinho, tucunaré-pitanga, tucunaré-fogo, tucunaré-amarelo e tucunaré-azul, estes dois últimos, encontrados aqui na região de Piraju-SP, na Represa Jurumirim e na Represa de Chavantes, formadas pelo rio Paranapanema. O tucunaré-açu atinge até 1,20 metro de comprimento e chega a pesar até 15kg. Já os azuis chegam até 6 ou 7 kg e os amarelos no máximo aos 4 kg.
Gostam de água parada como lagos e lagoas marginais, mas também podem ser encontrados na calha dos rios e trechos de água um pouco rápida, porém a maior parte dos exemplares vai preferir regiões de água calma. Costuma ficar atrás de obstáculos, como galhadas, troncos, na sombra durante o sol forte, no meio da vegetação, junto de estruturas como estaleiros, em praias de rios, drop offs e junto aos barrancos. Caçam por emboscada ou perseguição ativa, e são muito determinados na busca por alimento.
Alguns dias atrás, realizei uma ótima pescaria deles na represa Jurumirim, a poucos minutos de casa. Insisti o dia todo nas artificiais e nada de ação, estavam muito manhosos. Daí tive que partir para o lambari vivo, iscando com bóia e anzol maruseigo 16, e foi fatal, consegui capturar alguns exemplares que posaram pra foto e foram soltos em seguida.






       

domingo, 20 de maio de 2018

Piracanjuba, um peixe de tirar o fôlego

Existem peixes que são verdadeiros sonhos de pescador, um desses é a Piracanjuba, rainha da bacia do prata, um peixe extremamente esportivo, que não se entrega facilmente, tomando muitos metros de linha do pescador e saltando inúmeras vezes antes de se entregar. Esse peixe esteve na beira da extinção no Rio Paranapanema, mas de anos pra cá, através de repovoamentos, ela reapareceu, podendo ser encontrada em grandes cardumes, que vez ou outra aparecem atacando os lambaris na superfície.
Certo dia estava pescando com os amigos, fomos bem cedo num ponto que já tínhamos visto peixe batendo na superfície. Estava difícil, ventando, com um pouco de marola nas águas, logo no começo da pescaria, por volta das 7 horas da manhã, no quarto arremesso, minha isca de meia água da Yo-zuri foi sugada por um submarino. De imiediato a fricção da carretilha começou a cantar com o peixe nadando pro fundo. Os primeiros minutos foram do peixe nadando muito rápido, cabendo a mim apenas cuidar para não bambear a linha e nem forçar demais o equipamento. Aos poucos fui controlando as corridas do peixe, recolhendo um pouco de linha, mas logo ela tomava linha de novo, e foi assim por vários minutos. Depois de um tempo nessa queda de braço, eis que surge uma maravilha de piracanjuba de quase 6 kg, pesados no alicate. Uma briga sensacional que jamais esquecerei.







Pescaria de piau

Pescar piau é sempre um desafio, é um peixe arisco, ligeiro, se vacilar perde a puxada. Sua pesca é bastante esportiva, pois é uma espécie que briga muito, trazendo muita emoção ao pescador. Podemos pescá-lo com varas telescópicas ou de bambu, ou também com molinete ou carretilha de ação leve.
Para um maior sucesso na pescaria, é necessário fazer uma ceva no local com alguns dias de antecedência, utilizando de preferência milho, quirera, farelo de arroz, soja e mandioca.
Com relação a isca, se tem um peixe que come de tudo, esse é o piau três pintas. Já fisguei essa espécie utilizando milho, minhoca, massa, macarrãozinho, sagu, lacraia, salsicha, calabresa, gordura, coração de boi, etc.
Esses dias fiz uma pescaria deles num trecho do rio Paranapanema que corre livre, sem usina, que é como deve continuar. O rio correndo livre é fundamental para o ciclo reprodutivo do piau, e também piaparas, piauçus, piracanjubas, curimbas, pacus, dourados e surubins. Uma usina corta isso ao meio, e todos sabemos o resultado. Enfim...
Comecei a pescar no final de tarde e começo da noite, utilizando massa, e os resultados foram muito bons.







 O Piau procura enroscos, portanto deve-se ficar atento quando o peixe chegar próximo à margem.


No meio da pescaria de piau, pode entrar o piauçu, daí o bicho pega.




terça-feira, 6 de junho de 2017

Pacu e Piapara no "quintal de casa".

Ultimamente não tenho tido muito tempo de pescar, devido ao trabalho, mas sempre que possível estou no Panema e nas suas represas, atrás dos sonhados peixes esportivos. Nesta postagem, vou falar da captura de duas espécies nobres do panema, o Pacu e a Piapara. Em diferentes modalidades e dias, capturei essas espécies, em todas elas pescando de barranco.

No início de março, com a abertura da pesca, comecei a cevar no ponto que sempre pesco. Muito farelo de arroz e milho. De início os peixes bons demoraram pra encostar, fisgando apenas campineiros, mandis. Certo dia parti atrás das Piaparas e dos Pacus, o tempo estava bom, quase nada de vento e bastante calor. Comecei utilizando caramujo como isca principal, mas as vezes optando por minhoca ou massa. E foi no caramujo que fisguei um pacu que deu bastante trabalho, brigando muito antes de se entregar. 



                           


Após este Pacu, demorei para voltar a pegar algo, tendo capturado vários pacus-prata. Mais tarde capturei mais duas Piaparas, uma na Minhoca e outra no caramujo, e como sempre deram um show de briga.





Utilizei equipamento médio, molinetes e carretilhas, detalhe que uma das varas que usei para molinete foi uma telescópica bem longa, por volta de 4,5 metros, daquelas usadas na pesca de praia, eu gosto pois possibilita um arremesso bem longo, e nesse local o peixe costuma ser bem manhoso e arisco, ficando mais afastado da margem. Nos outros conjuntos utilizei varas entre 5,6'' até 7'', com linha de monofilamento 0,40mm Dayama Max, só diferenciando o anzol, que foi o Chinu 4 sem encastoado para a Piapara e o Chinu 8 encastoado para o Pacu.

Outra boa pescaria que realizei foi no começo de abril, no local conhecido como Pedrinha, pescando na represa Jurumirim. Numa tarde de calor parti atrás das piaparas. Utilizando equipamento simples e tradicional, com varas telescópicas de mão de 5 metros e linha monofilamento 0,29mm Dayama Max, chumbadinha e Anzol Chinu 4
Estava difícil, poucas ações, e depois de apenas algumas ferreiras pequenas, capturei uma piapara digna de foto, que brigou demais, e como a vara de mão não tem o recurso da fricção, fez a vara beber água, fazendo a linha cantar, parecendo um "demônio" dentro d'água. 




A emoção que esse peixe proporciona nesse tipo de equipamento não tem explicação. Poder pescar esses peixes no quintal de casa não tem preço, obrigado Panema!!!!

terça-feira, 14 de março de 2017

Traíra, ô bicho bravo!

Pescar traíras é algo que remete à minha infância, quando não havia a Usina Piraju (CBA), que acabou destruindo o Salto Simão, local que era reduto de dourados, surubins, piaparas enormes, tabaranas, entre outros, que a ganância do homem acabou destruindo. Eu pescava traíras pra cima do salto, onde o rio corria mais manso, com inúmeros aguapés e lagoas marginais. O material era o tradicional varejão de bambu, linha de 1 mm, anzol na casa do 7/0, chumbada para bater na água e manter a linha esticada, e de isca sempre usava o lambari, iscando ele enfiando o anzol na boca e deixando a ponta próxima da cauda,"trunchado" como dizem. A técnica, que não é segredo pra nenhum pescador, consistia em bater o chumbo com a isca no meio dos aguapés, fazendo barulho, pois as dentuças se irritam com barulho na água e como são territorialistas, vão logo pra cima da isca. Quando a traíra mordia, a fisgada tinha que ser forte pra ela não enroscar na vegetação, depois mandava ela pra trás com força. Muitas vezes ela escapava no ar, e pra achá-la no meio do mato era complicado, sem falar no risco de topar com alguma cobra venenosa. Bons tempos esses, onde o rio corria livre neste trecho.
Hoje em dia costumo ir atrás das dentuças na represas do Panema, principalmente na Jurumirim.
A técnica da infância era muito eficaz e continua sendo, porém hoje em dia o método que utilizo é muito mais esportivo, a pesca é diferente, dessa vez com carretilha, vara de ação rápida, linha multifilamento e iscas artificiais como plus de meia água, superfície, frogs, spinnerbaits, chatterbaits, etc.

Segue algumas fotos das últimas capturas das dentuças do panema.




 


 


 


 


 












Obrigado à todos pelas visitas!!! Pratiquem a pesca esportiva!!!